sexta-feira, 21 de maio de 2010

Seguimos em frente


Quando propomos fazer eventos culturais em uma cidade como Sete Lagoas, corremos nossos riscos. Mas não desistimos. Isso é fato. Apesar dos percalços, a III Noite Independente, que aconteceu nesta quinta-feira, 20 de maio, foi surpreendente, e quem esteve por lá não se arrependeu.

O Bahanut veio de Belo Horizonte para mostrar que a música altoral não tem fronteiras, e se de bom gosto, sempre tem público. E com muita competência, eles mostraram um repertório recheado de música própria, com pouquissímas incursões de covers. Nada que atrapalhou a noite.

Depois, em substituição ao $aralin$, que cancelou a participação já na noite de segunda-feira, a moçada do Três Pessoas e um Monstro, com músicos do Colcheia, finalizaram a noite com diversão e muito Pink Floyd.

Mas deixamos aqui claro, que esses covers só entraram pelo fato de uma banda, da nossa própria cidade, ter furado com o evento poucos dias antes. Constatamos que cada público merece a banda que gosta, da mesma forma que cada banda tem o público que merece.

No mais, é agradecer a todos que estiveram ontem no Opinião. Até o próximo evento...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Terceira Noite Independente



Dando continuidade aos nossos projetos, o Colcheia volta essa semana com mais uma Noite Independente. Nesta edição foram convidadas duas bandas já conhecidas pelo público local. A primeira é a Saralins, que toca seu Pop-rock, influenciado pelo rock inglês. Desta vez eles chegam para tocar só música própria.

A outra banda a chegar à nossa Noite Independente é a Bahamut, que já esteve em uma quinta no Opinião, e agora volta para tocar só as composições próprias. Com influêncis diversas como Itamar Assumpção, Tom Zé, Arnaldo Antunes, dentre outros poetas da música brasileira, além de referências também do cinema e na literatura sul-americana.

Mais uma Noite Independente imperdível. Esperamos vocês lá..

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cinema + Bar


Que tal um bom filme, um bate-papo gostoso e uma cervejinha geladinha em plena quarta-feira? Essa é a proposta do novo projeto do Colcheia, o CineBar, que tem estréia nessa próxima quarta, no Opinião Pub, a partir das 20h.

A idéia é termos sempre um bom filme em cartaz, que deverá incentivar uma roda de conversa entre os participantes. O objetivo não é ficar apenas no assunto do filme, mas irmos em várias direções sobre cultura e arte em geral. Sempre haverá um mediador ou convidado para instigar ainda mais a conversa entre amigos.

E para começar com o pé direito, escolhemos um dos cineastas que mais usou a fotografia e as artes plásticas em seu favor. Dreams, é um mergulho em cores por um mundo pouco explorado na sétima arte. E também foi escolhido para comemorar o centenário de nascimento de seu diretor, o cultuado japonês Akira Kurosawa.

O evento vai acontecer uma vez por mês, sempre às quartas-feiras, e começam mais cedo. Afinal, quinta ainda é dia de trampar. Mas se quer mesmo participar, as vagas serão sempre limitadíssimas. Os convites podem ser retirados na livraria 7 Páginas (não confundir com 7 Lettras), na rua Milton Campos, 326, no centro.

Mais uma promoção do Coletivo Colcheia. Esperamos todos lá...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Abaixo a ditadura do silêncio

Eles querem nos calar. Meia dúzia de pessoas, defensoras da boa moral, querem impor o toque de silêncio, calar artistas e uma cidade inteira de 220 mil habitantes. Eles querem o silêncio, para que dentro de suas salas, em seus sofás de mil dólares e home-theather, possam tranquilamente conseguir ver a sua novela preferida. Eles querem tranformar Sete Lagoas mais uma fez em um deserto cultural.

Eles são aqueles vizinhos ao Casarão, que moram próximos ao Anfiteatro, local público, mantido pelos impostos de 220 mil cidadãos. Por uma imposição absurda, essa meia dúzia de pessoas determinaram que no local poderá haver apenas um evento a cada mês, acatado pela Secretaria Municipal de Cultura. Ou seja, que aquele lugar, onde se deveria respirar a cultura, integrar as pessoas, e ainda mais, ser o templo das artes, poderá ser usado apenas um dia por mês.
Neste momento em que damos um passo à frente, alguns poucos querem puxar Sete Lagoas de novo para trás. É preciso que as pessoas acordem, deem seu grito, movimentem. Não podemos aceitar mais este absurdo imposto pelos donos da falsa moral, que pensam apenas em seus próprios umbigos, seus capítulos de novela ou tardes de Faustões e Gugus. Temos que impor nossa cultura, temos que impor nossa identidade.

Vamos combater a ditadura do silêncio. Vamos dar o nosso grito, de direito, que é a manifestação artística, garantida pela Constituição Brasileira. Precisamos mostrar ao poder público que aquele espaço é fundamental para a cultura da nossa cidade. O coletivo Colcheia, quer dar esse grito, e propõe um grande abaixo assinado, que será entregue ao prefeito e ao Ministério Públicom em prol da cultura, e com o objetivo de liberar nosso Casarão . Dê também o seu grito.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

REVITALIZAÇÃO da Orquestra de Câmara Dom Silvério




É difícil precisar, ao certo, quando se formou um abismo entre a música denominada “erudita” e aquela denominada popular. Muitos teóricos tentaram responder, valendo-se de diferenças quanto à técnica, rigor, dentre outras. Apesar das possíveis distinções, valho-me da opinião de que todas mostraram-se frustradas, por não conseguirem traduzir ao certo a diferença. Embora seja difícil precisar a causa deste evento, o efeito é fácil: um fosso, uma separação, que denomina os músicos e admiradores da música clássica de elitistas.
Tendo como base essas reflexões e outras advindas, eu – colcheiano de corpo e alma – me propus ao árduo projeto de revitalização da “Orquestra de Câmara Dom Silvério”, inestimável patrimônio da nossa cidade – desconhecido de muitos. Recebi o apoio e a ambição dos membros do Coletivo, que com muito afinco também entrarão nesta causa.
Por vários motivos a orquestra se encontra numa difícil situação de sustentação – situação esta que poderia se tornar apocalíptica caso os esforços do gentil maestro Richard Wagner inexistissem.
É com muita honra que tenho mantido contato com o maestro João Lucas e, como ex-participante da orquestra como violoncelista – anuncio aqui este projeto. Num posterior momento postarei o andamento deste: com efeito, basta-nos o apoio de todos, tal como o evento foi um sucesso, para que esta causa também assim seja.
Professores de instrumentos, reforma estrutural da sede do coral, aulas didáticas sobre música – tudo isso faz parte do nosso intuito futuro, que anuncio aqui em primeira mão.
Espero que todos apóiem a iniciativa. É importante para mim, para nós do grupo e para a cidade, carente de efetividade, mas que transborda potencialidade.

Com carinho inestimável, Danilo Svágera (Panda).

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Com centenas de pés direitos




Antes de tudo temos que agradecer às pessoas que estiveram no Anfiteatro do Casarão no sábado, dia 17, uma data que pode ficar para a história da cultura da cidade. A maioria das pessoas com quem conversamos depois, foi unânime em elogios ao nosso lançamento, fruto de um esforço grande da equipe, diga-se de passagem. Mas a cultura é feita pelo seu povo, e a presença do público foi imprescindível para o sucesso do evento.

Como dissemos em outras ocasiões, a programação era intensa, o que pôde ser conferido de perto por quem esteve lá. Atração atrás de atração, que só realmente foi terminar já quase à meia-noite, quando finalizou o bate-papo com o pessoal do Macaco Bong. Aliás, um capítulo à parte nessa história o trio, que fez amizade por onde passou.

Agora o grupo deverá fazer um balanço geral da festa e divulgar os dados financeiros, uma política que será adotada sempre pelo coletivo, como forma de mostrar maior transparência em tudo que será feito. E vamos partir para as próximas ações. Todas elas serão anunciadas aqui.

Obrigado a todos que participaram da festa. Até a próxima.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

FESTA DE LANÇAMENTO COLETIVO COLCHEIA


A festa acontecerá dia 17 de abril no Anfiteatro do Casarão (Centro Cultural Nhô Quim Drummond das 16 horas às 22 horas. A Entrada é R$ 5,00. Antecipado com o Coletivo Colcheia e na hora o preço do ingresso será o mesmo.

Serão diversas atrações, com uma programação intensa. Além de exposições de artistas plásticos, como Luciano Ribeiro e Leandro Figueiredo, haverá também oficina de criatividade com Felipe Godoy, exibição de curtas metragens, dança contemporânea com as dançarinas Luciana Lanza e Cibele Maia do Primeiro Ato, intervenções teatrais do grupo Congadar, e muita música. A começar com o samba/mpb do República S/A, banda que começa a chamar atenção em BH. E as bandas independentes também terão destaque. A comecar com a setelagoana Ganga Bruta, que recentemente lançou seu segundo CD. E para fechar a noite, a matogrossense Macaco Bong vem pela primeira vez a Sete Lagoas. A banda é destaque em todo o Brasil, e seu disco Artista Igual Pedreiro foi eleito o melhor do rock pela revista especializada Rolling Stone Brasil.

Uma programação de tirar o fôlego e ninguém ficar de fora.