quinta-feira, 22 de julho de 2010

'Mirabolantes' abre temporada de arte contemporânea na Galeria Myralda


A Galeria Myralda embarca em uma nova temporada de olhares, sentidos e imaginações. Depois de abrir as portas pela primeira vez com a mostra Mirar, em junho, a casa da arte setelagoana traz o talento e inovação de mais 13 artistas plásticos locais. Sexta-feira (23), 20 horas, o encontro é com criatividade de trabalhos contemporâneos da exposição Mirabolantes. O lançamento marca a segunda fase da homenagem à professora de música e agente cultural, Myralda Elisa de Faria Roque. O ambiente fica em cartaz de 26 de julho a 27 de agosto.

Com a montagem programada para iniciar hoje (21), a expectativa é trazer outros ângulos para imagens, objetos e pinturas, mostrando a qualidade do que é produzido na entrada dos sertões das Minas Gerais. Dentre as surpresas, estão as fotografias de Mário Loura e o retrato da própria vida em um olhar direcionado aos pés. Além de Loura, compõem a Mirabolantes: Afonso Oliveira, Cláudia Fernandino, Denise Dumont, Fernanda Castanheira, Gladston Mansur, Leandro Lupiano, Leandro Figueiredo, Luizi di Paula, Manoel Rosário, Maria da Glória Lanza (Bigóia), Márcio Pereira e Paulo Dias. A seleção dos profissionais foi feita por expoentes locais que formam a curadoria: Adriana Drummond, Demétrius Cotta, Fred Cota e Luciano Ribeiro.

A Myralda foi criada pela Prefeitura para abrigar a efervescência da classe artística setelagoana na Casa da Cultura, em uma parceria da Secretaria de Cultura e Comunicação Social e Iveco. “A cidade precisava de uma galeria há 20 anos”, diz o curador Luciano Ribeiro, concebendo o novo local como o primeiro passo para desenvolver a arte. O secretário de Cultura e Comunicação Social, Fredy Antoniazzi, também entende que o município pode ir além no setor. “A Galeria procura preencher as lacunas dos espaços dedicados à arte e que não deveriam ser apenas função dela”, explicando que, mesmo com o apoio da Prefeitura, o mercado de artes plásticas não pode ser dissociado do lado comercial e do investimento da iniciativa privada.

A ARTE E O POVO
A curadora Adriana Drummond afirma que, após anos sem política cultural, Sete Lagoas vive a falta de referências das pessoas com o município. “A sede é muito grande pela arte, a qual alimenta a alma de um povo, cria identidade e amor pelo lugar”. Esse cenário começa a ser modificado com a união de alguns artistas e apoio da administração municipal, em um momento que define como de parceria.

Autora de três grandes projetos de interferência urbana, a artista espera por apoio de empresários para levar intervenções contemporâneas a pontos estratégicos da cidade, como as rotatórias. “Precisamos de representações artísticas externas. Não adianta só prédios e indústrias”, diz Adriana sobre a cultura como força-motriz do pensamento e desejo de um povo, capaz de tornar o município mais humano.

AGENDA DA GALERIA
Em outubro, os quatro curadores da Galeria Myralda planejam apresentar um novo olhar sobre a arte. “Será um ambiente com muito questionamento, trabalhando o imaginário para sair do óbvio e comum”, antecipa Luciano Ribeiro.

REPERCUSSÃO
De 12 de junho a 16 de julho, 400 pessoas visitaram a exposição Mirar, a qual abriu a Galeria Myralda com obras acadêmicas de 12 artistas locais: André Valença, Belkiss Schreiber, Dora Ogando, Erlei Pereira, Ivânio Cristelli, Jacinto Godoy, Josemmar, Florêncio, Luciano Diniz, Marco Antônio Gomez, Lucioli e Paulo Horta.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Tour Vandaluz



A banda Vandaluz, de Patos de Minas, realiza sua nova turnê pelos Estados de Minas Gerais e Bahia entre, dia 13 a 25 de julho. Serão cerca de 6 shows feitos utilizando apoio dos coletivos culturais veiculados ao “Circuito Fora do Eixo”, no qual, a banda faz parte com o Coletivo Peleja. O quinteto passa pelas cidades mineiras de Ouro Preto, Mariana, Ipatinga, Montes Claros, Ribeirão das Neves e ainda se apresenta em Vitória da Conquista na Bahia.

Os shows são uma maneira de mostrar a visão particular que a Vandaluz tem sobre o fazer musical. Sem rótulos e conceitos pré-definidos, a banda faz da música brasileira um processo sincero e livre. O apelo crítico e a poesia das canções se misturam a diversas sonoridades no intuito de mostrar o prazer de fazer arte por si só. Elementos de rock, experimentações psicodélicas, letras boêmias e poesias são alguns detalhes presentes nas canções. Para eles, o objetivo não é desconstruir e sim mostrar um processo musical livre, mas com responsabilidade.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Conforme informamos anteriormente, um grupo de integrantes do Colcheia esteve na reunião do projeto do Circuito Mineiro de Música Independente (CMMI), que rolou no final de maio em Poços de Caldas.

E nada melhor que um bom vídeo, feito pelos camaradas do Retomada, de Montes Claros, para explicar melhor o que é o Fora do Eixo Minas, sua dimensão e objetivos. Então veja o vídeo e entenda melhor a rede que o Colcheia integra.