sábado, 11 de junho de 2011

[Artista da semana] Do Amor

Já que estamos na semana do dia dos namorados nada melhor que uma banda que tem o amor no nome.

É bom começar apresentando a banda pelo histórico de seus integrantes, já conhecidos e que já fizeram ou fazem outros trabalhos, entretanto se uniram agora para fazer um som diferente. Marcelo Callado (bateria e voz) e Ricardo Dias (baixo e voz) fazem parte da banda Cê, que acompanha Caetano Veloso há cerca de 3 anos. Gabriel Bubu (guitarra e voz) foi baixista do Los Hermanos e Gustavo Benjão (guitarra e voz) toca com Lucas Santanna. Depois dessa dá pra perceber que a qualidade musical dos caras não é pouca coisa.

Apesar dos outros trabalhos o Do Amor é uma banda que não se encaixa em nenhum estilo muito definido. Em seu primeiro CD que leva o nome da banda possui influência de tudo um pouco, até carimbó podemos encontrar. Mas os caras fazem o seu próprio som, sem se limitar a um estilo pré definido. Descontraídas, animadas e irreverentes as músicas são envolventes e o show mais ainda.Os cariocas têm conquistado espaço e feito excelentes apresentações Brasil a fora.

Conheçam o myspace e o perfil no Toque no Brasil da banda e ouça um pouco mais

Clipe: Dar uma banda


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Circuito Mineiro de Festivais Independentes no Jornal O Tempo

No último domingo, 5, saiu uma matéria sobre o Circuito Mineiro de Festivais no Jornal O Tempo. Confira parte da matéria aqui e veja na íntegra no site do jornal.

Festivais integrados em MG

Lançado pela Rede Fora do Eixo Minas no ano passado, o Circuito Mineiro de Festivais Independentes (CMFI) chega ao segundo ano de vigência melhor estruturado, contando com mais recursos e mirando a expansão. Os coletivos que compõem a Rede anunciaram recentemente o calendário 2011, que prevê a realização de eventos com shows de artistas locais e de renome nacional - além de oficinas, debates e outras manifestações artísticas - em 12 cidades mineiras. Quem puxa a fila é o coletivo Fórceps, de Sabará, que entre 18 e 24 de julho promove mais uma edição do Escambo. O festival, neste ano, abriga o Congresso Fora do Eixo Minas. Depois, até o fim do ano, cidades como Uberlândia, Sete Lagoas e Poços de Caldas, além de Belo Horizonte, entram no circuito.


Os prognósticos favoráveis para este ano devem-se, em grade parte, ao projeto estruturante que a Rede Fora do Eixo Minas aprovou na Lei Estadual de Incentivo à Cultura e à capacitação feita junto aos coletivos para que enviassem suas propostas isoladamente. Além disso, foi desenvolvida uma plataforma para a circulação de artistas pelo interior do Estado, fruto de parceria entre o CMFI e o Programa Música Minas, que vai possibilitar a seleção de 15 artistas para participarem dos 12 festivais programados.


"Estamos num processo de reuniões colaborativas, quinzenais, chamando grupos, tanto de música quanto de outras áreas, para apresentar propostas e conjuntamente debater a programação", diz Lucas Mortimer, do coletivo Pegada, realizador, em Belo Horizonte, do festival Transborda. Ele aponta que, a partir dos resultados de 2010, a Rede Fora do Eixo Minas delineou o calendário, as propostas e a gestão dos recursos para este ano. "Estamos no processo de construção do Circuito 2011 desde janeiro, quando fizemos uma imersão do Fora do Eixo em Sete Lagoas. Definimos como seria a linha dos festivais e como seriam os investimentos. Temos mantido diálogo direto entre os coletivos, num esquema de comunicação integrada. Agora estou num processo de circulação para analisar o que cada coletivo conseguiu de apoio local para seu evento", diz.


Sobre o Transborda, previsto para setembro e outubro, ele diz que terá um primeiro momento focado na formação, através de debates e oficinas, e um segundo dedicado aos shows e às ditas artes transversais. "Das atrações, ainda temos pouca coisa definida. Posso adiantar que vamos trazer o Cabruêra, da Paraíba, o Violins, de Goiânia, e o Jair Naves, de São Paulo. O que também está fechado é que vamos levar o Transborda, no dia 8 de outubro, a quatro diferentes centros culturais da cidade. O fechamento acontece no domingo, dia 9, com os shows principais na praça da Estação", antecipa.


Ele destaca que, como no ano passado, o Transborda segue interessado no cruzamento de diversas linguagem artísticas. "A gente mantém a proposta das artes integradas e transversais, principalmente nessa circulação pelos centros culturais da cidade. É da mesma forma que no ano passado, mas ainda mais expandido, tentando agregar artes cênicas, artes visuais, literatura e o audiovisual nesse pacote. Nesse processo colaborativo, várias pessoas se aproximam do festival", afirma.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Vleydson é um dos selecionados para a Oficina de Videodocumentarismo no Festival Fora do Eixo



Um dos Colcheias ativos, Vleydson, foi selecionado para participar da Oficina de Videodocumentarismo da Escola de Cinema Livre produzida pelo Coletivo Pegada dentro da programação do Festival Fora do Eixo BH. A oficina resultará num documentário do Festival Fora do Eixo 2011.

Vleydson é o responsável por toda a produção audiovisual do Colcheia desde a sua entrada. Vários vídeos já foram feitos por ele, coberturas e divulgações dos nossos eventos. Ele também foi um dos responsáveis pelo programa Cultura Sonora, que em um dos blocos deu destaque para o Colcheia. Esse ano, terminando sua faculdade de Comunicação Social, ele dedicou seu TCC a um vídeo institucional do Colcheia.

Sua participação na oficina será de grande valia para sua produtividade no coletivo e profissionalmente.

Confira os vídeos produzidos por Vleydson no canal do youtube do Colcheia.

sábado, 4 de junho de 2011

Segunda edição do Cine Cerrado



Dando continuidade aos seus trabalhos o Projeto Cine Cerrado apresenta em sua segunda sessão o filme A Festa da Menina Morta (2008), que marca a estréia do ator Matheus Nachtergaele como diretor.

O longa metragem é uma produção da Bananeira Filmes e traz no elenco Daniel de Oliveira, Juliano Cazarré, Jackson Antunes,Cássia Kiss, Dira Paes e Paulo José.

A classificação indicativa do filme é de 18 anos.

O projeto Cine Cerrado tem periodicidade mensal e levará até o auditório da Casa da Cultura Francisco Timóteo Pereira exibições gratuitas de filmes nacionais, priorizando as obras que circulam fora do eixo comercial, como uma maneira de fortalecer e estimular o hábito de consumo cultural além de promover a valorização do cinema nacional. A edição do mês de junho acontecerá no dia 11 de junho às 20 horas no Auditório da Casa da Cultura Francisco Timóteo Pereira, orla da Lagoa Paulino, com ENTRADA FRANCA.

O projeto Cine Cerrado é uma iniciativa do Blog Cultural Dedo de Prosa (dedodeprosa.blog.br) e conta com a parceria da Secretaria de Cultura e Comunicação Social e da Produtora Bananeira Filmes, do Rio de Janeiro.

Sobre o filme

A Festa da Menina Morta foi filmado no município de Barcelos, no estado do Amazonas e possui mais de 20 prêmios em festivais nacionais e internacionais.

A idéia para A festa da menina morta veio quando Nachtergaele filmava “O auto da compadecida em Cabaceiras, interior da Paraíba, e o ator presenciou uma cerimônia religiosa na casa de uma família, que oferecia seu terreno para a celebração do milagre de sua filha, que havia desaparecido, mas enviado seu vestido após muitas preces.

Sinopse

Há 20 anos uma pequena população ribeirinha do alto Amazonas comemora a Festa da Menina Morta. O evento celebra o milagre realizado por Santinho, que após o suicídio da mãe recebeu em suas mãos, da boca de um cachorro, os trapos do vestido de uma menina desaparecida. A menina jamais foi encontrada, mas o tecido rasgado e manchado de sangue passa a ser adorado e considerado sagrado. A festa cresceu indiferente à dor do irmão da menina morta, Tadeu. A cada ano as pessoas visitam o local para rezar, pedir e aguardar as "revelações" da menina, que através de Santinho se manifestam no ápice da cerimônia.


(Por Blog Dedo de Prosa)

[Artista da semana] Karina Buhr

Personalidade e presença são palavras que a descrevem muito bem. Karina Buhr tem um show elétrico e contagiante.

De meia rendada, sapatinho de menina, presilha no cabelo, maquiagem colorida, Karina Buhr quase engana um incauto com uma carinha tímida. Logo seus olhos meio esverdeados se lançam sobre a platéia e saem da boca dessa figura doce que “uma fúria odiosa já está na agulha” ou uma canção de ninar pras crianças de Bagdá que diz ”dorme logo antes que você morra, está chovendo fogo e as ruas estão queimando”. Karina trabalha com o espontâneo e o inusitado de quem diz que quer passar a tarde estourando plástico bolha mas com um conteúdo muitas vezes desestabilizador. Suas imagens não são comuns e há qualidade na construção: “o céu embaixo das nuvens, a terra por baixo do asfalto, o centro da Terra que puxa a gente, a gente pula contra a vontade do chão”. Até pra falar de amor o discurso poético não é óbvio: “fria, não miro a ira, não miro mas te acerto no peito, quando mudo meu amor de endereço."

Karina nasceu na Bahia, mas foi criada em Pernambuco onde viveu intensamente a música de raiz, as pastoras, o cavalo marinho, o maracatu. E traz de lá esse colorido em suas músicas e letras. Tem qualquer coisa de sonho a impressão que fica ao ouvir seu disco, ao ver seu show. Uma nuvem te envolve. E eu acredito que esse barato se dá pela originalidade de seu discurso que está nas letras, na postura de palco, na concepção musical contemporânea, livre da definição de gêneros e estilos. A diversidade é hoje uma realidade cultural e Karina Buhr é um talento em destaque nessa cena.

Ouça suas músicas no site.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vamos nos articular?

Na última terça feira aconteceu no Casarão o painel do Música Minas, programa do governo que objetiva a visibilidade dos músicos mineiros no país e no exterior. Esse programa só foi possível a partir da união da classe que começou a reivindicar espaço no governo. E é isso que estamos precisando em Sete Lagoas: UNIÃO.
Para conseguir espaço e visibilidade dos órgãos públicos é imprescindível a articulação entre os membros. A música só conseguirá ocupar mais espaço e fazer suas reivindicações se as pessoas estiverem juntas. E ainda não é isso que vemos na cidade. A classe está desarticulada e pouco engajada.
Fazem parte do programa: Editais de circulação que possibilitam que as bandas e artistas do interior levem seu trabalho para o restante do país e para dentro do próprio estado. Edital de passagens que fornecem passagens para a banda que já conseguiu agendar shows tanto no país quanto no exterior. Outro edital criado este ano possibilitará que 15 bandas do estado façam shows nos festivais do Circuito Mineiro de Festivais Independentes (no qual o Festival Gramophone faz parte). Para a realização de cada show as bandas receberão R$ 2.000,00.
Dá pra ver que as possibilidades são muitas né? O que é preciso é tomar conhecimento delas e saber apropriar-se das ferramentas que possibilitam a participação nesses e em inúmeros editais abertos.
Cada vez mais estamos percebendo que a saída para o fortalecimento da classe cultural de Sete Lagoas passa ela articulação em rede, passa pela coletividade. No curso de Gestão e Produção Cultural ministrado pelo Rômulo Avelar esse foi um ponto recorrente no seu discurso e no painel do Música Minas não foi diferente - precisamos da participação de todos!
Alguns movimentos nesse sentido já começaram a partir do Observatório Fora do Eixo e Viva Voz Novas Formas de Fazer Cultura, que está discutindo e atualizando a Lei de Incentivo à Cultura e o Fundo de Sete Lagoas.
Vamos nos articular?!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Grupo Amarcord em Sete Lagoas


Sete Lagoas terá, pela primeira vez, um encontro de tenores italianos ao ar livre no próximo dia 1 de junho. A partir das 19h30, jovens artistas do grupo Amarcord, da cidade de Bolonha (Itália), sobem ao palco montado no coreto da Praça Tiradentes para apresentação gratuita que alia a ópera clássica e contemporânea. O show comemora o ano do país europeu no Brasil.

Em Minas Gerais, Sete Lagoas abre a temporada do Festival Palco Itália Itinerante. Com passagens por todos os continentes do mundo desde a criação há dez anos, o Amarcord promete emocionar os espectadores, indo da comédia ao melodrama através da música. “É uma oportunidade única. Um espetáculo de alto nível para toda a família”, recomenda o secretário de Cultura e Comunicação Social, Fredy Antoniazzi. A praça contará com ambientação especial da Prefeitura.

O repertório traz uma mistura de óperas famosas de Verdi, Rossini, Pucini, Mascagni e Donizetti e canções tradicionais italianas de Di Cannio, De Curtis, Di Capua, além de composições de Vittorio Monti e do próprio maestro Claudio Mattioli.

O Ano da Itália no Brasil é uma ação da embaixada italiana para fortalecer os laços entre os países. A agenda de shows da Amarcord prevê passagens por Contagem (3/6), Sabará (4/6), e Belo Horizonte (5/6). O festival é uma iniciativa da Associação Ponte entre Culturas, Comitê de Imigração Italiana e Associação Cultural Ítalo-brasileira.

AMARCORD

Aluno do tenor Luciano Pavarotti, Massimiliano Barbolini integra o grupo formado ainda por Giuliano Brusiani na bateria e Andrea Terenziani no baixo; Claudio Mattioli no teclado e acordeom; Gentjan Llukaci no violino; a soprano Susie Georgiadis; e intervenções cênicas com a atriz Barbara Zanasi.

(Por: Prefeitura de Sete Lagoas)