sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Imersão Fora do Eixo Minas

Nossa Senhora das Cabeças, santa que cuida das ideias e revigora os pensamentos, a padroeira da imersão FEM e do sítio onde foram acolhidas as 50 pessoas que por lá passaram. Processo intenso de trabalho mental durante 4 dias. Vários encaminhamentos foram tomados. Se 2010 foi um sucesso, 2011 nos espera com toda a esperança de uma ocupação cada vez maior.

Segundo o motorista da van, que ficou confinado com a turma, ele nunca tinha visto um grupo tão unido e que trabalhasse tanto. E essa visão é interessante, pois mostra o comprometimento daqueles ali presentes. Durante os 4 dias o ritmo foi intenso, alguns momentos de distencionamento, mas sempre com muita responsabilidade e sem nunca sair do controle.

O principal encaminhamento foi a criação do Ponto de Articulação Regional, com as 40 pessoas presentes e que, a partir de agora, farão a gestão da regional. As frentes se reuniram e tiraram os encami
nhamentos e o planejamento de 2011.

A primeira ação que irá movimentar todo o Brasil e terá seu espaço também em Minas Gerais é o Grito Rock, que foi amplamente discutido pela música, comunicação e sustentabilidade, sendo
que cada frente fez o seu cronograma de produção, produzindo tecs e sistematizando o trabalho.

Outra ação que mobilizará toda a regional é o Circuito Mineiro de Festivais Independentes, que começou em 2010 e se expandirá para 2011, agora co
m o apoio da Conexão Vivo. E pra começar o CMFI bem já entramos com o Festival Escambo e o Congresso Mineiro que será em Sabará esse ano.

Daí pra frente entram as ações de cada núcleo, a Música lançará uma coletânea com os artistas de Minas para dar mais visibilidade ao trabalho de qualidade produzido no estado, além disso promoverá 4 turnês com rotas já estabelecidas.

A Comunicação foi provocada a criar um portal de Minas com notícias furos do cenário cultural de todo o estado, e ela servirá para potencializar as matérias dos blogs dos próprios coletivos e também haverá uma equipe responsável pela produção de conteúdo. Um outro passo que a comunicação sentiu necessidade é a organização de um congresso de comunicação, que acontecerá em Uberlândia, em agosto, com discussões sobre políticas públicas na área e oficinas de capacitação.

A sustentabilidade fez um grand wor
k shop de como fazer e trabalhar com tecs, organizando toda a produção do coletivo. O núcleo estabeleceu um or
ganograma com coordenadorias e a partir de agora vai fazer um acompanhamento trimestral dos mesmos. Os agentes dessa frente também ficaram com a tarefa de fazer um levantamento dos dados dos eventos realizados em 2010.
A Biba, do Coletivo Goma, conversou sobre a importância desse núcleo, não só nas questões financeiras, mas nas questões de relacionamento pessoais deixando claro que a
sustentabilidade é a base de um coletivo e que a partir dela se ergue os outros pilares.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Solte o GRITO!

Quer participar do maior festival integrado da América Latina?
Sete Lagoas não vai ficar fora dessa e o Colcheia ta dentro!
Aguardem novidades e inscrevam suas bandas no Toque no Brasil!


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Retrospectiva 2010

Não podemos dizer que foi um ano de sucesso porque não completamos nem um ano ainda, mas com certeza os 9 meses que vivemos valem por mais de ano e foram de grande repercussão em nossas vidas, esperamos que tenha começado a movimentar também a cidade.
Com o lançamento em abril já começamos com o pé e o corpo todo dentro porque tivemos nada mais nada menos que Macaco Bong para nosso batizado. Só aí já conseguimos atrair cerca de 500 pessoas com diversas atrações como 3 bandas, um grupo de congado uma apresentação de dança.


Daí pra frente começamos realmente a perceber o que era um coletivo e qual era a sensação de trabalhar coletivamente, sempre com várias cabeças ajudando (ou atrapalhando, por que não?!). Pegamos gosto pela coisa e não paramos mais. Gente entrou, gente saiu, o coletivo só se fortaleceu cada vez mais, unindo pessoas com pensamentos afins, passando pela famosa “peneira” da vida.
Todo mês promovemos uma noite de muita música, com duas bandas se apresentando sendo uma de fora e uma setelagoana, sempre com som autoral. Começamos com noite independente mas depois de obtermos a chancela do Fora do Eixo renomeamos o evento que passou a ser Noite Fora do Eixo e fechamos o balanço com 8 noites e 16 bandas.



E por falar em chancela, a obtemos no III Congresso Fora do Eixo, um capítulo a parte, experiência única para os integrantes que puderam deslocar uma semana até Uberlândia em total clima de imersão, dia e noite pensando e respirando Fora do Eixo. 300 pessoas com os mesmos objetivos em uma universidade livre, sem barreiras didádicas, aprendendo mais sobre esse circuito que há quatro anos passa por um processo de crescimento exponencial. Lá tivemos uma
base teórica do movimento e mais vontade ainda de se infiltrar para contribuir mais e mais.


Para os amantes da oitava arte tivemos também alguns eventos. No lançamento foram exibidos alguns curtas, promovemos 4 Cinebar e um evento chamado Curta Brasil, em comemoração ao dia do cinema nacional. Para 2011 os cinéfilos podem esperar que vem mais novidade por aí.


Não podemos deixar de falar do nosso primeiro e prodígio festival, o Gramophone que foi concebido em setembro. Trouxemos 12 bandas para se apresentar em 3 dias e ocupar 3 lugares da cidade, sendo que dessas 6 são da cidade e entre as outras tivemos 4 Instrumental, Graveola e o Lixo Polifônico e Pequena Morte, grandes nomes da música mineira. Obtivemos uma ótima receptividade do público, atraindo cerca de 1000 pessoas nos 3 dias de festival.


Outro ponto alto do nosso trabalho em 2010 foi o Observatório Fora do Eixo juntamente com o Programa Viva Voz – Novas Formas de Fazer Cultura, em que foi debatida a Lei de Incentivo à Cultura de Sete Lagoas com Talles Lopes, Fred Antoniazzi, secretário de cultura de Sete Lagoas, além de grande parte da classe artística atuante da cidade, além de militantes da cultura. Com debates maduros e esclarecidos sobre o cenário atual e os rumos da cultura da cidade foi criado um grupo de discussão on-line que com certeza gerará frutos e unirá mais os artistas.



É com muita satisfação que fechamos o ano com um balanço super positivo e esperamos que 2011 seja muito proveitoso para a cultura de Sete Lagoas, estamos fazendo a nossa parte e esperamos contaminar mais e mais pessoas!

TEXTO: Raissa Galvão
FOTOS: Marcelo Alves Miranda (exceto as do Congresso e da festa de lançamento do do Coletivo)
CARTAZES: Ana Paula Lanza

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Rock no cardápio da Ceia de Natal


Para quem pensa que a noite de Natal vai muito além da ceia e do amigo oculto, o Opinião Pub é uma ótima alternativa na virada do dia 24 para o dia 25 de dezembro. Já na sua terceira edição, o bar promove a tradicional festa Pós-Ceia, com a banda mais rock n’roll da cidade, Ganga Bruta, em uma noite que promete acabar só depois do sol raiar. Enquanto Papai Noel não vem, você não vai ficar em casa parado esperando a chegada do velho barbudo. Ou vai?
Em noite especial, um repertório mais do que especial. A Ganga Bruta selecionou uma lista de músicas que incluem clássicos do rock. Não vai faltar Beatles, Rolling Stones, Jimi Hendrix, Mutantes, Barão Vermelho, dentre outros nomes conhecidos por todos. “Realmente preparamos um repertório especial, prá todo mundo curtir do início ao fim”, garante André Bigode, vocalista da banda. É a energia do rock que faltava no seu cardápio da ceia de Natal.
Com dois discos lançados, Eletrolíticos (2008) e O Terceiro Lado da Moeda (2010), a banda também vai trazer no repertório algumas de suas músicas conhecidas. “Mesmo sendo uma noite diferente, não podemos deixar de tocar nossas músicas”, observa Bigode. Este ano, a Ganga Bruta definitivamente extrapolou os limites da cidade, e participou de diversos festivais de música independente. Só no segundo semestre passaram pelo Alambique do Rock, em Barbacena, Gramophone em Sete Lagoas, Marreco em Patos de Minas e La Onda em Vespasiano, todos dentro do calendário do Circuito Mineiro de Festivais Independentes, promovido pelo Fora do Eixo Minas, além de se apresentar em Noites Fora do Eixo em Ribeirão das Neves e Lavras. Em todos esses shows, o repertório foi exclusivamente de músicas próprias. “É muito legal viajar prá tocar só nossas músicas, e ver que tem um pessoal que está reconhecendo nosso trabalho. Realmente é gratificante”, avalia o vocalista.
Ganga Bruta na festa Pós-Ceia do Opinião Pub. É muito mais rock n’roll na sua noite de Natal

Serviço:
3a Festa Pós-Ceia
Local: Opinião Pub
Na virada do dia 24 para 25, a partir da 1h
Com a banda Ganga Bruta

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Festival La Onda




    Evento coloca Vespasiano na rota dos grandes festivais mineiros com atrações de rock, hip hop,
samba, metal e música eletrônica.

“A onda anda aonde anda a onda?” Quando o poeta Manuel Bandeira escreveu estas palavras neste movimento de “vai e vem”, mal sabia que a resposta se encaixaria perfeitamente em Vespasiano, longe do mar. E são nas ondas sonoras que surge o Festival musical La Onda, organizado pelo Coletivo Vatos, ligado ao Fora do Eixo Minas. O evento realizado nos dias 20, 21 de Dezembro, no Clube do Funil (Praça JK), 18h, tem o intuito de colocar de vez Vespasiano na rota cultural da região metropolitana e fomentar a interatividade entre artistas locais e de outras partes de Minas Gerais.
Serão 2 dias de festival, com 11 bandas importantes do cenário mineiro e brasileiro e uma dupla eletrônica vinda da Espanha. É importante frisar que o “La Onda”, além do entretenimento, tem o objetivo de integrar o público e artistas de Vespasiano sobre as possibilidades oferecidas pelo Circuito Fora do Eixo através do encontro de artistas e agentes culturais nos dias do evento. Outro ponto interessante é o conceito social e ambiental do “La Onda”. A entrada acontece com doações de 1kg de alimento não perecível ou doação de brinquedos. Além disso, o evento firmou parceria com as empresas Assis Metais e Coorpervesp responsáveis pelo recolhimento e reciclagem de todo lixo produzido no festival.
O nome “La Onda” é em homenagem ao movimento “La Onda Mexicana”, 1970, que indicava uma nova efervescência na esfera artística dentro do país. A interatividade musical entre mexicanos e estrangeiros influenciada pelos movimentos políticos resultou no Woodstock Mexicano ,“Avándaro”, e revolucionou a cultura dentro do México. O Coletivo Vatos acredita que é o momento de transformar o panorama da arte local e apresentar novas opções para o público tão carente de iniciativas culturais na cidade.
É importante lembrar que o “La Onda” faz parte do 1º Circuito Mineiro de Festivais Independentes (CMFI), organizado pelo Fora do Eixo Minas. De março a dezembro de 2010 foram ou serão realizados 15 festivais em diversas partes do estado de Minas Gerais, sempre organizados pelos coletivos culturais de cada cidade mineira. O evento conta com o apoio da prefeitura de Vespasiano,(Secretária de Cultura, Lazer e Esportes) e de parceiros importantes como Social Brasil, Circuito Fora do Eixo, Toque no Brasil, entre outros.
O Coletivo Vatos é um dos responsáveis por disseminar a cultura e arte na cidade de Vespasiano. Formado há 3 anos por agentes culturais e profissionais das diversas áreas da comunicação, o coletivo faz parte do Circuito Fora do Eixo, rede social que tem como meta buscar soluções para o mercado cultural através da economia solidária, troca de tecnologias, produtos e circulação de artistas. Dentro das ações do Vatos em Vespasiano está o Grito Rock (Maior Festival Itinerante da América Latina), as Noites Fora do Eixo e o Festival “Arena Livre” que reuniu grandes nomes da música autoral como Cinco Rios, Julgamento, Ricardo Koctus, Carolina Diz, entre outros.

 

Serviço:

O que: LA ONDA
Local: Funil Clube - Praça JK - Centro - Vespasiano MG
Quando: 20 (Segunda) e 21 (terça) de dezembro a partir das 18 horas
Entrada: Doação voluntária de 1kg de alimento ou Roupa ou Brinquedo. Revertida para a COOPERVES

Programação:
Artistas: 20 de Dezembro
KONKEN (VESPASIANO)
A banda KONKEM surgiu do encontro de músicos com estilos e características próprias com o propósito de compor canções verdadeiras e sinceras através das diversidades musicais. A banda apresenta um estilo próprio criado pelas diversas influências contidas em cada integrante, criando assim um misto de rock swingado, funk e hip-hop. A banda também foi destaque do programa Rockambole, na Rádio 98 FM de Belo Horizonte. Além disso, a banda teve o privilégio de estar entre as 24 atrações do estado de Minas Gerais na categoria pop rock do 1º Guia dos Músicos de 2008 . Com o álbum 10 Adeias, konkem é destaque no portal oinovosom da rádio OiFM. 

ELEPHAS (LAVRAS-MG)
Desde 2003 na estrada, Elephas vem seguindo seu caminho dentro do cenário alternativo do Rock Mineiro; sendo uma banda do interior, a correria é bem maior, mesmo assim, os caras continuam na batalha e levam seu Rock Positivo pra todos os lugares possíveis. O som da banda faz uma boa mistura do rock contemporâneo com o clássico, boas letras, muita energia e boa dinâmica no palco.  Depois da boa aceitação de seu CD demo “O quanto antes...” a banda lançou seu novo EP com 6 canções, gravado durante a segunda metade de 2007, intitulado “Depois do Silêncio”.

NU THEORY (VESPASIANO)
Nu Theory é uma banda de metal que tem como centro de seus arranjos e letras, colocar em evidência questões sociais e políticas. Um som pesado que recorda as raízes do metal com batidas que mencionam o estilo brasileiro. Em 2009, lançou sua primeira DEMO oficial intitulada “Virus” que teve uma boa repercussão entre a população metal de Belo Horizonte que pode ser confirmado nos shows de lançamento na região. Hoje, a banda tem como objetivo expandir seu trabalho não só para todo o Brasil, mas também para onde seu som consiga chegar na busca de representar o país internacionalmente.

GANGA BRUTA (SETE LAGOAS)
Ganga Bruta nasceu em julho de 2007. O objetivo é mostrar o rock na sua essência, enraizado no blues, mas sem deixar de lado a energia característica do estilo. No primeiro CD da banda, entitulado Eletrolíticos, antigo nome da Ganga Bruta, as composições trazem crítica social de forma despojada e até influências de Guimarães Rosa misturado com Led Zeppelin, como na canção Sertão. Em 2010, a Ganga Bruta chega ao seu segundo disco ainda apontando para as mazelas da sociedade de forma sarcástica. O disco traz também uma homenagem feita aos Irmãos Piriás, lenda da região (Sete Lagoas), que injustamente foram perseguidos pela polícia, mas antes de serem mortos, humilharam um batalhão inteiro.

BABI JAQUES E OS SICILIANOS (RECIFE - PE)
Bem ao estilo Don Corleone, "Babi Jaques e Os Sicilianos" mostram uma sonoridade com influências do blues e do rock. Formada há apenas um ano, a irmã caçula da “Máfia Siciliana”, Babi Jaques, é a vocalista acompanhada por um power trio talentoso (Guitarra, baixo, e bateria). Com um pé no Indy Rock e referências do Rock 80, a banda não se perde nos modismos e referências explícitas tanto é que flerta muito bem com grooves e outros improvisos

21 de Dezembro
OMERA (VESPASIANO)
Músicas que possam não só ser meramente ouvidas, muito mais do que isso! Que tenham como principal foco, acrescentar novos pontos de vista sobre os assuntos que nos norteiam no dia-a-dia. Isto é o Oméra! Atitude, Música e Rock! Formada em maio 2008, a banda com Léo (voz/guitarra), Rafa (voz/guitarra), Niel (voz/baixo), Paulista (Sampler/Programações) e Lele (bateria).Atualmente a banda apresenta em seus shows músicas de sua primeira demo auto intitulada 'Oméra'.

FESTEINKOIS (BELO HORIZONTE)
Formado em 2008, FESTENKOIS é o resultado do encontro de quatro músicos da cena underground de Belo Horizonte e que estão ativos desde meados dos anos 90.Com formação clássica, letras em inglês e arranjos variados, apresenta uma nova abordagem para o rock pesado, inspirado por várias influências que vão do rock experimental até o punk rock. Tem como proposta temas poéticos com conotações político-sociais e sair de qualquer obviedade com composições de livre arquitetura.

NSISTA (BARCELONA - ESP)
Nascidas no Brasil, a dupla de irmãs Nsista moram na Espanha desde 2000 e mostram um som que mistura elementos eletrônicos e orgânicos, com intervenções percussivas misturadas a samplers programados, tudo isso, feito ao vivo. No Nsista, Marise Cardoso, a Djiiva, faz as os sons eletrônicos e Amarilis V é a vocalista e instrumentista. O som da dupla apresenta muitas referências da música brasileira e desde 2004 circula em vários países do velho continente. Festivais e salas na França, Alemanha, Portugal já receberam o som inusitado da dupla eletrônica que divulga pela primeira vez sua sonoridade em solo tupiniquim!  
4INSTRUMENTAL (SABARÁ)
O 4instrumental nasceu em 2008 na histórica cidade de Sabará (MG) e se tornou rapidamente o maior nome da música local. Com influências que vão da música brasileira ao rock inglês contemporâneo, a banda tem se destacado pelo som expressivo e pela habilidade técnica de seus integrantes. Apesar do curto tempo de carreira, o 4instrumental já fez shows junto de artistas como Uakti, o ícone heavy metal Sepultura e a elogiada banda instrumental cuiabana Macaco Bong, entre outros. Em 2009 o grupo foi apontado pelo coletivo cultural Pegada (BH) como dono do melhor show em Minas Gerais e mesmo sendo de Sabará foi a sexta banda mais citada pelo público em eleição do site Mixsórdia, que apontou as melhores da capital mineira no ano.

SAMBA DE LUIZ (BELO HORIZONTE) 
O Samba de Luíz é um trio que tem uma proposta bem particular dentro do cenário do Samba que é, segundo a própria banda, "fundir o samba com a raiz nordestina, fazendo misturas inteligentes e ousadas de xaxados, baiões, rojões e sambas nordestinos, além de fazer releituras de sambas já consagrados."O tal do Luiz que está no nome da banda é nada mais nada menos que Luiz Gonzaga, uma referência à escola musical de origem dos três integrantes da banda.

ZIMUN (BELO HORIZONTE)
Zimun é um encontro entre talentos de várias vertentes. O Hip Hop, a tecnologia e a música acústica compõe uma ambiência onde fluem poesias sonoras e verbais que capturam a atenção pela forma em que convergem entre si harmonicamente. A expectativa é de sensibilizar a escuta para outras nuances do RAP que se distanciam das produções contemporâneas mais populares. O primeiro EP do grupo se chamará “Alcançando o céu com os pés no chão” e será lançado ainda em 2010, pelo selo Serrassônica

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

FEIRA MÚSICA BRASIL - a música em todas as vertentes!

FEIRA MÚSICA BRASIL. O nome já diz tudo - uma Feira que aborda a música brasileira em todas as suas vertentes. Para quem produz, ouve e gosta de música, esse era o slogan. E foi isso que se viu durante os dias e noites na Funarte: gente de todo mundo com um único interesse em comum, A MÚSICA.


A extensa programação de shows, 99 por toda BH, chamou a atenção do grande público e conseguiu abranger todos os estilos, desde o resgate cultural das Meninas de Sinhá até o rock do Camarones Orquesta Guitarrística passando por grandes nomes como Gilberto Gil e Andreas Kisser e convidados que tocou de Sepultura a Bruno e Marrone (show de gosto duvidoso por sinal).

Mas nem só de shows foi feita a feira. Dentre a programação houveram palestras, oficinas, debates, stands, paineis, rodadas de negócios e mostras de cinema. Dentre esses, o ponto alto foram as rodadas nacionais e internacionais de negócios, que contaram com mais de 400 pessoas participando por dia. O sistema reuniu em uma sala agentes da cadeia produtiva da música brasileira e estrangeiros interessados para firmarem parcerias e fecharem contratos. Interessante pra quem toca e pra quem produz.
Com o stand mais movimentado da feira, o Fora do Eixo, as Casas Associadas, a Abrafin e o Toque no Brasil foram muito bem representados e conseguiram êxito na divulgação do trabalho que vêm desenvolvendo. Conseguimos atrair a atenção de todos com a grande quantidade de material disponível e os Observatórios que rolaram, onde vários convidados se revezavam para falar de temas referentes à Feira, como a rodada de negócios, parcerias locais e internacionais, a importância da Feira para bandas autogestionadas e balanços de cada dia.
Além de conversas com festivais e produtores dos Estados Unidos e da Inglaterra, houve também uma aproximação muito importante com os embajadores da América Latina e Central. Tal aproximação vai possibilitar uma expansão do modo de trabalhar e de pensar do Fora do Eixo. Em 2011, por exemplo, o Grito Rock já vai acontecer em outros países e a tendência agora é só expandir.